
O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, tem sido uma fonte de inspiração para o trabalho desenvolvido pelo 7º ano.
Podemos já testar o nosso conhecimento sobre a obra, ou então desatar a criatividade à volta das suas personagens.
Aqui ficam alguns diários que "encontrámos" no fundo da imaginação.
Folha de Diário escrita por um dos filhos do Cavaleiro:
"24 de Dezembro
Querido Diário,
Hoje estou muito triste... eu sei que é noite de Natal, mas hoje o meu pai anunciou que quer partir em viagem. Ele quer passar o próximo Natal em Belém! Eu não quero que ele vá, mas não o posso impedir, só posso rezar para que ele volte rápido e bem.
Eu gostava de ir com ele, mas de certeza que ele não me deixa... Eu, quando crescer, também quero fazer esta mesma viagem, mesmo que fique cheio de saudades da minha família.
Só me resta rezar para que tudo corra bem...
Adeus, até amanhã"
Bruno Bento - 7ºA
Folha de Diário da esposa do Cavaleiro:
"25 de Dezembro
Não posso suportar o que está a acontecer! Estou aqui eu, os meus filhos e os meus criados no calor e na alegria da nossa casa, e o meu amado esposo está no frio e na solidão da Gruta de Belém... nem quero imaginar como ele estará... sozinho na noite de Natal! Sinto tanta saudade dele... deve estar a sofrer. Não consigo esperar pela hora do seu regresso... Será que está vivo? Deus queira que sim... Deus vai trazê-lo são e salvo. Não me sinto bem comigo mesma. Se calhar não o deveria ter deixado partir... e se lhe acontece alguma coisa?... não poderia suportar!
Sinto uma mistura de sentimentos: culpa, preocupação, frustração e muito orgulho na sua coragem.
A minha vontade era sair agora por aquela porta atrás de ti!
Sei que não posso chegar a ele, sei que não posso chegar a ti, mas desejo-te um feliz e santo Natal!"
Joana Ribeiro - 7ºA
Folha de Diário de Vanina
Querido Diário,
Hoje, dia 14 de Fevereiro, dia de São Valentim, passei a manhã no meu quarto a ler um livro, cujo nome é "Amor Impossível". O livro foi apaixonante, falava de uma jovem que estava apaixonada por um jovem que, todos os dias, passava junto à sua janela e cantarolava uma música muito doce e bela. A jovem ficava enternecida, mas sabia que aquele era um amor impossível, pois os seus pais não consentiam aquela relação, queriam antes que ela casasse com um Duque, velho e rico.
Gostei muito desta história, porque é muito parecida com a minha. Quando terminei o livro, fui interrompida pela minha aia. Era a hora do jantar. Arranjei-me, troquei de vestido... nem sei para quê... e dirigi-me à sala de refeições. Lá estava, como sempre, Orso, o meu tutor. A conversa, ou melhor o monólogo, foi igual a todos os outros dias. Ele continua a insistir no meu casamento com Arrigo, mas eu continuo determinada em não aceitar. Voltei para o meu quarto, ou seja, para a minha prisão.
A noite já tinha caído e eu fui até à janela pentear os meus cabelos com o meu pente de marfim. Como em todas as noites, muitos jovens pararam para me olhar e elogiar a minha beleza. Mas... de repente, apareceu um jovem diferente... é tão especial, o seu cabelo negro, a sua beleza natural encantaram-me e os seus olhos doces olharam para os meus de uma maneira encantadora. Levantou-se da sua gôndola e disse: "Para cabelos tão belos e tão perfumados era preciso um pente de oiro". Eu atirei-lhe o meu pente de marfim e ele guardou-o. Disse-me que se chama Guidobaldo.
Agora tenho de apagar as velas do quarto, senão as aias não tardarão a aparecer. Espero que ele volte amanhã...
Vanina
Rita - 7ºA
Assiste ainda a uma fotobiografia da grande autora portuguesa, Sophia de Mello Breyner Andresen
Olá Lurdes,
ResponderEliminarAqui estou a ouvir Betânia e a escutar Sophia (e a ver!)com muito prazer.Aqui está o teu luminoso blog «de pedra e cal!».
Beijinhos
Filomena Neto
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ResponderEliminarOlá professora! Sou a Joana do 7ºA.
ResponderEliminarEste blogue está muito fixe! Parabéns!
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
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